No teu ventre entumescido
Tu tens, ainda escondido,
Um belo poema de amor
Alimenta-o um cordãozinho
A ti ligado, um filhinho.
Que beijas devagarinho
E um dia sairá com dor.
Ainda não está na hora,
Ele aguarda, impaciente,
Irrequieto, quer vir ver
O mundo que existe cá fora
Ganha forças e tamanho
Mas está mais protegido
Do mundo tão corrompido
No ventre de quem o adora.
Enfim, chegou o momento
Do teu ventre não precisa
Tens que o deixar partir…
E é o pico de dor
O abandono ao sofrimento
O maior acto de amor
E a lágrima de alegria,
Quando olhares e puderes ver
O teu poema à luz do dia
Autoria: Maria da Saudade
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
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