quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

UM BELO POEMA DE AMOR

No teu ventre entumescido

Tu tens, ainda escondido,

Um belo poema de amor

Alimenta-o um cordãozinho

A ti ligado, um filhinho.

Que beijas devagarinho

E um dia sairá com dor.



Ainda não está na hora,

Ele aguarda, impaciente,

Irrequieto, quer vir ver

O mundo que existe cá fora

Ganha forças e tamanho

Mas está mais protegido

Do mundo tão corrompido

No ventre de quem o adora.



Enfim, chegou o momento

Do teu ventre não precisa

Tens que o deixar partir…

E é o pico de dor

O abandono ao sofrimento

O maior acto de amor

E a lágrima de alegria,

Quando olhares e puderes ver

O teu poema à luz do dia



Autoria: Maria da Saudade

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